Google ads para especialistas e infoprodutores em Portugal

Pense nisto: imagine que tem uma loja na avenida mais movimentada do mundo. Mas esta loja tem um segredo: as portas só se abrem para pessoas que estão ativamente à procura daquilo que você vende. De forma muito simples, é isto o Google Ads. É a ferramenta que coloca a sua solução à frente do cliente ideal, no preciso momento em que ele diz "preciso de ajuda".

O que é o Google Ads e porque é que é essencial para o seu negócio

Homem usando celular em frente a loja com letreiro Google Ads Essencial na rua movimentada.

O Google Ads é a plataforma de publicidade da Google. É aqui que as empresas pagam para aparecer nos resultados de pesquisa, no YouTube e noutros websites parceiros. Mais do que uma ferramenta, pense nele como o seu parceiro estratégico para encontrar clientes qualificados e prontos para comprar.

A sua grande magia está na intenção. Ao contrário das redes sociais, onde a publicidade muitas vezes interrompe o que estamos a fazer, no Google Ads respondemos a uma necessidade declarada. Quando alguém pesquisa por "consultor financeiro em Lisboa" ou "curso de nutrição online", está literalmente a levantar a mão e a dizer: "Estou à procura disto, agora mesmo".

O objetivo do Google Ads não é gerar cliques vazios; é capturar intenção. É a ponte mais direta entre o problema do seu cliente e a sua solução, exatamente quando ele está a procurar por ela.

Para especialistas, coaches e infoprodutores, esta diferença é tudo. Em vez de queimar orçamento a tentar convencer uma audiência fria, o Google Ads permite-lhe focar-se em quem já percebeu que tem um problema e está à procura de quem o resolva.

Como o Google Ads pode ser um motor de crescimento

Ao integrar o Google Ads na sua estratégia, você constrói um sistema de crescimento previsível. Deixa de depender apenas do passa-a-palavra ou do alcance orgânico, que pode ser instável, e passa a ter um motor que alimenta o seu negócio de forma consistente.

Veja como esta ferramenta se torna um pilar para escalar:

  • Atrai leads muito mais qualificados: Chega a pessoas que estão ativamente à procura dos seus serviços ou do seu conhecimento. O resultado? Leads com uma probabilidade de conversão muito maior.
  • Permite validar ofertas rapidamente: Quer lançar um novo curso ou serviço? Pode testar a procura do mercado de forma rápida, medindo o interesse através de cliques e conversões antes de investir tempo e dinheiro no desenvolvimento completo.
  • Ajuda a construir audiências para remarketing: Mesmo que um visitante não compre à primeira, pode adicioná-lo a uma lista de remarketing. Depois, pode continuar a conversa com anúncios relevantes, mantendo-se presente na mente dele.
  • Oferece escalabilidade controlada: Permite-lhe aumentar ou diminuir o investimento com base no retorno que está a ter. Você tem o controlo total do ritmo do seu crescimento.

Em Portugal, o Google Ads tornou-se uma peça-chave para negócios baseados em conhecimento, acompanhando a forte digitalização do país. Para ter uma ideia, o alcance potencial de anúncios no YouTube já equivale a 71,9% da população total portuguesa no início de 2025. Este número cresceu em cerca de 60 mil utilizadores só no último ano, o que mostra que o potencial continua a aumentar. Se quiser aprofundar, pode ver mais dados no relatório completo do cenário digital português de 2025.

No fundo, a mudança de mentalidade é esta: o Google Ads não é uma despesa. É o investimento mais estratégico que pode fazer para amplificar o seu impacto e, claro, a sua faturação.

Como funcionam os diferentes tipos de campanha Google Ads

Para realmente dominar o Google Ads, o primeiro passo é perceber quais são as suas ferramentas principais. Imagine que tem uma caixa de ferramentas à sua frente; cada tipo de campanha é uma ferramenta diferente, desenhada para um trabalho específico. Usar a ferramenta certa para o objetivo certo é o que separa uma campanha de sucesso de um monte de dinheiro desperdiçado.

A plataforma oferece várias opções, mas quatro tipos de campanha são o pilar de quase todas as estratégias de sucesso para especialistas e infoprodutores. Vamos ver cada uma delas com analogias e exemplos práticos para que perceba exatamente quando e como as deve usar.

Campanhas de Pesquisa: o seu balcão de atendimento

Pense numa campanha de Pesquisa como a sua loja na rua mais movimentada do mundo, mas com um detalhe mágico: as portas só se abrem para pessoas que estão ativamente à procura do que você vende. Quando alguém escreve no Google "contabilista para freelancers" ou "personal trainer online", está a levantar a mão e a dizer "preciso de ajuda agora".

O seu anúncio aparece no topo dos resultados, a funcionar como uma resposta direta a essa pergunta. É o tipo de campanha mais poderoso para capturar intenção de compra, porque coloca a sua solução à frente de alguém que já está a meio do caminho para tomar uma decisão. A escolha das palavras-chave certas é o coração disto tudo, pois é o que define quem vê os seus anúncios. Se quiser ir mais a fundo, pode espreitar o nosso guia sobre como escolher palavras-chave para o Google.

Exemplo prático: Uma nutricionista quer vender o seu programa de acompanhamento. Ela cria uma campanha de Pesquisa focada em termos como "ajuda para perder peso" e "plano alimentar personalizado". Assim, o seu anúncio aparece a utilizadores que já procuram uma solução para o problema deles. Simples e direto ao ponto.

Campanhas de Display: os seus outdoors digitais inteligentes

Se a Pesquisa serve para responder à procura, as campanhas de Display servem para a criar. Imagine-as como outdoors digitais espalhados pela internet, mas em vez de serem colocados ao acaso, aparecem apenas nos websites, vídeos e apps que o seu cliente ideal visita.

Estes anúncios são visuais — normalmente banners com imagens ou texto — e são excelentes para ganhar notoriedade e para o famoso remarketing. Em vez de esperar que alguém procure por si, você vai ao encontro dessa pessoa onde ela já está a passar o seu tempo online.

  • Gerar notoriedade (Topo do funil): É a sua forma de se apresentar a uma audiência que ainda não o conhece, mas que tem interesses relacionados com a sua área.
  • Remarketing (Meio/Fundo do funil): Serve para mostrar anúncios a pessoas que já visitaram o seu site, lembrando-as da sua oferta e dando-lhes um empurrãozinho para voltarem.

Campanhas de Vídeo: a sua oportunidade de contar uma história

As campanhas de Vídeo, que acontecem maioritariamente no YouTube, são a sua chance de criar uma ligação emocional. Funcionam como um anúncio de televisão, mas com uma precisão de mira que a TV nunca poderia sonhar ter. Pode mostrar os seus anúncios a pessoas com base nos seus interesses, nos canais que seguem ou nos vídeos que andam a ver.

Este formato é perfeito para demonstrar o seu conhecimento, partilhar testemunhos de clientes ou simplesmente contar a história por trás da sua marca. Um bom vídeo consegue construir confiança e autoridade de uma forma que um simples texto nunca vai conseguir.

Uma campanha de Vídeo eficaz não interrompe o que o utilizador está a ver; torna-se parte da experiência dele. É a sua chance de educar, inspirar e criar uma ligação antes mesmo de pedir a venda.

Performance Max: o seu gestor de campanha com IA

A Performance Max (PMax) é a evolução do Google Ads. Pense nela como um gestor de campanha inteligente que usa inteligência artificial para fazer o trabalho pesado. Você dá-lhe os ingredientes — títulos, descrições, imagens, vídeos e os seus objetivos — e a PMax trata de misturar tudo para criar os melhores anúncios e mostrá-los em toda a rede Google (Pesquisa, Display, YouTube, Gmail, etc.) para maximizar as conversões.

Esta campanha é ideal para quem já tem alguns dados de conversão e quer escalar os resultados sem ter de gerir cinco campanhas diferentes. A própria Google tem vindo a reforçar a importância da IA. Recentemente, destacou que as campanhas com IA geram, em média, +14% de conversões pelo mesmo custo. Pode saber mais sobre como a IA está a moldar o futuro dos anúncios na página oficial do Google Portugal. No fundo, a PMax automatiza grande parte do trabalho de otimização, deixando-o livre para se focar naquilo que realmente importa: a estratégia.

Como construir uma estratégia de funil com o Google Ads

Agora que já conhecemos as ferramentas, está na altura de as juntar para construir algo realmente eficaz: um funil de vendas. Um funil bem pensado é o que transforma desconhecidos em seguidores, seguidores em contactos e contactos em clientes. Com o Google Ads, conseguimos orquestrar este caminho de forma metódica e, mais importante, escalável.

A ideia é simples: cada tipo de campanha tem um papel específico a desempenhar em cada etapa da jornada do cliente. Em vez de as usar de forma isolada, vamos integrá-las para criar um sistema que guia o seu cliente ideal desde o primeiro olá até ao momento da compra. O objetivo é criar uma "escada de valor" que gera caixa rapidamente e financia o próprio crescimento do negócio.

Este diagrama mostra a hierarquia dos principais tipos de campanha que pode usar para montar a sua estratégia.

Diagrama visual dos tipos de campanha Google Ads, incluindo Pesquisa, Display, Vídeo e Performance Max.

Cada campanha, da Pesquisa à Performance Max, tem uma função estratégica a cumprir nas diferentes fases do funil. Vamos ver como.

Topo do funil: gerar notoriedade e construir audiências

No topo do funil (ToFu), o seu objetivo é apresentar-se a uma audiência que ainda não o conhece. Estas pessoas podem ter um problema que você resolve, mas ainda não estão à procura ativa de uma solução. Aqui, o foco não é a venda direta. É educar e criar uma primeira ligação.

As campanhas de Vídeo e Display são perfeitas para esta fase.

  • Campanhas de Vídeo (YouTube): Crie vídeos úteis que respondam a perguntas comuns do seu nicho. Um personal trainer, por exemplo, pode criar vídeos curtos sobre "3 exercícios para corrigir a postura" ou "mitos sobre a perda de peso". É conteúdo de valor, puro e simples.
  • Campanhas de Display: Use banners visuais e apelativos para alcançar pessoas com base nos seus interesses ou nos websites que visitam. Uma nutricionista pode mostrar anúncios em blogs de receitas saudáveis, por exemplo.

O objetivo principal aqui é construir listas de remarketing. Cada pessoa que vê o seu vídeo ou clica no seu anúncio de Display é adicionada a uma audiência que pode ser recontactada mais tarde. No fundo, está a "aquecer" o mercado.

Meio do funil: capturar a intenção e gerar leads

No meio do funil (MoFu), o jogo muda. Aqui, já lidamos com pessoas que sabem que têm um problema e estão ativamente à procura de soluções. A sua missão é capturar essa intenção e transformá-la em leads.

É aqui que as campanhas de Pesquisa brilham.

Quando alguém pesquisa por "contabilista para startups" ou "curso de finanças pessoais", está a levantar a mão e a dizer "eu preciso de ajuda". O seu anúncio de Pesquisa tem de aparecer como a resposta perfeita, levando essa pessoa a uma landing page otimizada. Nessa página, a oferta não é o seu serviço principal, mas sim um lead magnet de alto valor: um ebook, um webinar, um guia gratuito. Se quiser aprofundar este conceito, pode ler mais sobre a estrutura e a importância de um funil de vendas bem definido.

O meio do funil é onde a intenção se encontra com a oportunidade. A sua landing page não vende o seu serviço; ela vende o próximo passo, que é a troca de contacto por valor.

Ao oferecer algo valioso em troca do email, transforma um visitante anónimo num contacto qualificado. Este é um dos passos mais cruciais de toda a estratégia.

Fundo do funil: converter leads em clientes

Finalmente, no fundo do funil (BoFu), o objetivo é fechar negócio. Estes são os contactos que já descarregaram o seu material, viram os seus vídeos ou visitaram a sua página de serviços. Eles já o conhecem e confiam em si; só precisam de um último empurrão.

As campanhas de Remarketing (através de Display ou Vídeo) e Performance Max são as suas melhores aliadas nesta fase.

  • Remarketing: Mostre anúncios específicos às pessoas que já interagiram consigo. Se alguém descarregou o seu "Guia de Nutrição", pode mostrar-lhe um anúncio com um testemunho de um cliente ou uma oferta especial para o seu programa de acompanhamento.
  • Performance Max: Se já tiver um bom volume de dados de conversão, a PMax pode ser usada para encontrar pessoas semelhantes aos seus clientes atuais e incentivá-las a converter, usando todos os canais da Google para maximizar os resultados.

Para tornar esta relação mais clara, a tabela abaixo mapeia cada etapa do funil com o tipo de campanha mais adequado e a métrica que deve observar.

Mapeamento de funil por tipo de campanha

Etapa do Funil Tipo de Campanha Recomendado Métrica Chave (KPI)
Topo (ToFu) Vídeo, Display Custo por Visualização (CPV), Impressões
Meio (MoFu) Pesquisa (com lead magnet) Custo por Lead (CPL), Taxa de Conversão
Fundo (BoFu) Remarketing, Performance Max Custo por Aquisição (CPA), Retorno do Investimento (ROI)

Este sistema integrado garante que nenhuma oportunidade é desperdiçada. Você atrai com valor, captura com intenção e converte com confiança, criando um ciclo de crescimento sustentável para o seu negócio de conhecimento.

Como definir orçamentos e lances de forma inteligente

Definir o orçamento e a estratégia de lances no Google Ads pode parecer a parte mais complexa, mas na verdade, é aqui que você assume o controlo dos seus resultados. Vamos simplificar as coisas. Pense no seu orçamento diário como um "plafond" que você dá à Google. Já a estratégia de lances é a instrução que lhe dá sobre como gastar esse dinheiro da forma mais inteligente possível.

O segredo não é começar com um balde de dinheiro. A ideia é começar com um valor que lhe permita comprar dados. O seu primeiro objetivo não é ter lucro imediato, mas sim comprar informação valiosa para perceber o que realmente funciona no seu mercado. Saber o Custo por Clique (CPC) médio do seu nicho, por exemplo, é um ótimo ponto de partida para calcular um orçamento de teste.

Um orçamento inicial inteligente não é aquele que garante vendas no primeiro dia. É aquele que lhe permite comprar dados suficientes para tomar decisões informadas e otimizar as suas campanhas para o sucesso a longo prazo.

Com um orçamento definido, a próxima pergunta é: como digo à Google para o gastar? É aqui que entram as estratégias de lance.

O seu orçamento: o "quanto" vai investir

O orçamento é, basicamente, o valor máximo que você está disposto a gastar por dia numa campanha. Embora possa parecer uma limitação, na verdade é a sua principal ferramenta para controlar o risco. Com ele, você pode testar o terreno sem medo de gastar mais do que o previsto.

Para especialistas que estão a começar, uma boa abordagem é definir um orçamento que permita, no mínimo, 10 a 20 cliques por dia. Se o CPC médio do seu setor for de 1€, um orçamento diário entre 10€ e 20€ já é um excelente ponto de partida para recolher os primeiros dados e perceber como o seu público se comporta.

O mais importante é a consistência. É muito melhor investir 10€ por dia durante 30 dias do que gastar 300€ num único dia. A consistência dá tempo ao algoritmo da Google para aprender e encontrar os melhores caminhos para os seus anúncios.

Estratégias de lance: o "como" vai investir

As estratégias de lance são as regras que a Google segue para usar o seu dinheiro. Existem várias, mas para quem vende conhecimento, duas estratégias automáticas costumam funcionar muito bem, especialmente depois de a campanha já ter algum histórico.

  • Maximizar Conversões: Com esta estratégia, a mensagem para a Google é clara: "Usa o meu orçamento diário para me trazer o maior número de conversões possível". É perfeita para as fases iniciais, quando o seu objetivo principal é gerar volume e encher o seu funil com contactos qualificados. O sistema foca-se em encontrar as pessoas com maior probabilidade de fazer aquilo que você definiu como uma conversão (seja preencher um formulário ou comprar algo).

  • ROAS Desejado (Return On Ad Spend): Esta já é uma estratégia mais avançada. Aqui, você diz à Google: "Por cada euro que eu invisto, quero receber X euros de volta". Por exemplo, um ROAS desejado de 500% significa que o seu objetivo é faturar 5€ por cada 1€ gasto em anúncios. Esta opção só deve ser usada quando você já tem um histórico de conversões consistente, pois a inteligência artificial precisa desses dados para saber que tipo de utilizador gera o retorno que você espera.

A escolha entre estas duas depende muito da maturidade da sua conta de Google Ads e dos seus objetivos atuais.

Comece com "Maximizar Conversões" para gerar dados. Assim que tiver um fluxo estável de vendas e perceber o valor real que cada cliente lhe traz, pode evoluir para "ROAS Desejado" para otimizar a rentabilidade e escalar o seu negócio de forma muito mais previsível e segura.

5. Analisar as métricas essenciais para medir o sucesso

Pessoa analisando métricas essenciais em um laptop com gráficos de desempenho e dados de marketing.

Investir em anúncios sem medir o que acontece a seguir é como conduzir de olhos vendados. Pode até sentir que está a avançar, mas não faz ideia se vai na direção certa ou quanto combustível está a gastar para nada. Para que as suas campanhas de Google Ads sejam um verdadeiro motor de crescimento, é crucial focar-se nas métricas que realmente contam a história.

Muitos especialistas e coaches perdem-se em métricas de vaidade, como o número de cliques (CTR) ou o custo por clique (CPC). Sim, são úteis para perceber se um anúncio está a chamar a atenção, mas não dizem absolutamente nada sobre a saúde do seu negócio. O nosso objetivo aqui é ir mais fundo e usar os dados para tomar decisões que geram lucro.

Para isso, temos de nos concentrar nos Key Performance Indicators (KPIs) — os indicadores que ligam diretamente o seu investimento em anúncios aos resultados financeiros. Pode aprender mais sobre o que são KPIs e como defini-los no nosso guia detalhado. No contexto do Google Ads, vamos focar-nos nos quatro mais importantes para si.

As métricas que realmente importam para o seu negócio

Para avaliar o verdadeiro impacto das suas campanhas, precisa de um conjunto de números que ajudem a perceber não só quanto gasta, mas, mais importante, quanto ganha. Estes são os seus novos melhores amigos.

  • Custo por Lead (CPL): Esta métrica diz-lhe exatamente quanto está a pagar por cada contacto qualificado que entra no seu funil. Calcula-se de forma simples: divida o custo total dos anúncios pelo número de leads que conseguiu. Um CPL baixo é bom, claro, mas nem sempre é o objetivo final.

  • Taxa de Conversão: Esta é a percentagem de pessoas que, depois de clicarem no anúncio, fazem o que lhes pediu na sua página (como preencher um formulário ou marcar uma chamada). Se 100 pessoas clicam no seu anúncio e 5 se inscrevem, a sua taxa de conversão é de 5%. Esta métrica é o termómetro da eficácia da sua página de destino e da sua oferta.

Estas duas métricas dão-lhe uma visão clara da eficiência da sua captação de leads. Mas para ter a fotografia completa, precisamos de olhar para o que acontece a seguir.

A verdadeira magia não está em gerar leads baratas, mas sim em adquirir clientes de forma rentável. Um Custo por Lead alto pode ser perfeitamente aceitável se o cliente que atrai tiver um valor de vida elevado.

Analisar a rentabilidade das suas campanhas

Agora, vamos ligar os pontos até à faturação. As duas métricas seguintes são as que realmente interessam à gestão do seu negócio e que provam o valor do seu investimento em publicidade.

Custo de Aquisição de Cliente (CAC)

O CAC é o seu custo total para transformar um completo desconhecido num cliente pagador. Para o calcular, some todos os seus custos de marketing e vendas (sim, incluindo o investimento em Google Ads) e divida pelo número de novos clientes que adquiriu nesse período. Esta é a métrica que lhe diz, sem rodeios, quanto lhe custa "comprar" um cliente.

Retorno sobre o Investimento Publicitário (ROAS)

O ROAS, ou Return On Ad Spend, é a métrica final de rentabilidade. Basicamente, mede a receita bruta gerada por cada euro que gastou em anúncios. A fórmula é simples: (Receita dos Anúncios / Custo dos Anúncios) x 100%. Se investiu 1.000€ e isso gerou 5.000€ em vendas, o seu ROAS é de 500% (ou 5:1).

Ao cruzar estas métricas, você obtém uma visão 360º. Por exemplo, pode descobrir que uma campanha com um CPL mais alto acaba por ter um CAC mais baixo e um ROAS superior, porque atrai clientes que compram os seus serviços de maior valor. É esta análise que lhe permite tomar decisões informadas, otimizar o que funciona e escalar o seu negócio de forma previsível.

Os erros mais comuns (e caros) a evitar nas suas campanhas

Lançar uma campanha no Google Ads dá aquele friozinho na barriga, mas entrar de cabeça sem um plano bem definido é a receita certa para queimar dinheiro. Acredite, a forma mais rápida e barata de ter sucesso é aprender com os erros dos outros. Muitos especialistas, cheios de boas intenções, acabam por despejar o seu orçamento em cliques que não vão dar a lado nenhum.

A boa notícia? A maioria destas falhas é totalmente evitável. Encará-las de frente desde o início é como ter um mapa que lhe mostra exatamente onde estão os buracos na estrada, permitindo-lhe desviar e chegar ao seu destino muito mais depressa.

Pense nesta secção como um checklist do que não fazer. Ao perceber estes pontos, estará a proteger o seu investimento e a aumentar brutalmente as suas hipóteses de criar campanhas que realmente dão lucro.

1. Não usar palavras-chave negativas

Este é, sem dúvida, o erro mais comum e o que mais custa dinheiro. Imagine que é um coach de finanças a vender um curso online. Você decide anunciar para a palavra-chave "curso de finanças", mas o seu anúncio começa a aparecer para quem pesquisa "curso de finanças gratuito". Cada clique que recebe dessas pessoas é dinheiro que acabou de deitar pela janela.

As palavras-chave negativas são a sua primeira linha de defesa. Basicamente, elas dizem ao Google para não mostrar os seus anúncios quando certas palavras ou frases estão na pesquisa. Ignorá-las é como deixar a porta da sua loja aberta para toda a gente, incluindo quem só quer usar a casa de banho e ir embora.

  • Como resolver: Antes mesmo de ativar a campanha, crie uma lista de termos que não têm nada a ver com a sua oferta (como "grátis", "barato", "emprego", "download"). Adicione-a logo de início. Depois, pelo menos uma vez por semana, vá aos relatórios de termos de pesquisa para descobrir novas palavras a negativar.

2. Misturar campanhas de Pesquisa e Display

Por defeito, o Google sugere criar uma campanha que funciona nas duas redes ao mesmo tempo: Pesquisa e Display. Parece prático e eficiente, certo? Errado. Na prática, é um erro fatal. Estas duas redes servem propósitos completamente diferentes e falam com pessoas em momentos totalmente distintos.

A Pesquisa apanha quem está ativamente à procura de uma solução. A Display cria notoriedade e alcança quem está a navegar noutros sites. Misturá-las impede-o de otimizar o orçamento, os lances ou a mensagem para cada contexto. O resultado? Um desempenho medíocre em ambos os canais.

Lembre-se disto: o comportamento de quem está na Pesquisa (procura ativa) é radicalmente diferente de quem está na Display (navegação passiva). As suas campanhas têm de refletir essa diferença.

3. Usar landing pages genéricas e desfocadas

Mandar tráfego pago para a página inicial do seu site é como convidar alguém para jantar e, quando a pessoa chega, dizer-lhe para procurar a cozinha e fazer a sua própria comida. Não funciona. Uma landing page eficaz tem uma única mensagem e um único objetivo: continuar a conversa que o seu anúncio começou.

Se o seu anúncio promete um "Guia para investir na bolsa", a página de destino tem de ser exclusivamente sobre esse guia, sem menus de navegação, links para o blog ou outras distrações. Quando o anúncio e a página não estão alinhados, gera confusão, quebra a confiança e as suas taxas de conversão vão por água abaixo.

A importância de ser específico é ainda maior no mercado local. Sabia que 46% de todas as pesquisas no Google têm intenção local? E que 88% das pessoas que fazem uma pesquisa local no telemóvel visitam um negócio relacionado em menos de 24 horas? Para especialistas que atendem numa cidade ou região, ter uma landing page otimizada para essa localidade é absolutamente crucial. Pode ler mais sobre estas e outras estatísticas relevantes de marketing digital para perceber o impacto disto.

4. Não configurar o acompanhamento de conversões

Este erro transforma o seu investimento numa autêntica lotaria. Sem o acompanhamento de conversões bem configurado, você não faz a menor ideia de quais anúncios, palavras-chave ou campanhas estão a trazer leads e clientes. Fica a voar às cegas, a tomar decisões com base em métricas de vaidade, como cliques e impressões.

Configurar as conversões é o passo zero, a coisa mais importante a fazer antes de gastar o primeiro cêntimo. É isto que permite ao algoritmo do Google aprender o que funciona para si e otimizar as suas campanhas de forma inteligente. Sem isto, está apenas a comprar tráfego. Com isto, está a investir em resultados.

Perguntas frequentes sobre o Google Ads

Nesta última parte, vou responder diretamente às dúvidas que mais ouço de especialistas e criadores de infoprodutos sobre o Google Ads. A ideia é dar respostas diretas ao ponto, para que possa avançar com mais segurança.

Quanto preciso de investir para começar?

Não há um número mágico, mas há uma forma inteligente de pensar nisto. Em Portugal, uma boa estratégia é começar com um orçamento de teste, só para recolher dados. Aponte para um valor que lhe permita ter, pelo menos, 100 cliques. Só assim consegue ter uma ideia se a sua oferta tem pernas para andar.

Se pensarmos que o Custo por Clique (CPC) na maioria dos nichos anda entre os 0,50€ e os 2,00€, um orçamento seguro para começar a testar ficaria entre 50€ e 200€. O mais importante é investir um valor que não lhe tire o sono. Pense neste primeiro investimento como uma aprendizagem, não como uma despesa. Depois de aprender, aí sim, pode pensar em escalar.

Google Ads funciona melhor que anúncios no Facebook?

Não se trata de "melhor", mas sim de "diferente". Cada plataforma tem o seu superpoder, e o segredo está em saber usá-los.

  • O Google Ads é imbatível a capturar intenção. Ou seja, chega a pessoas que já estão ativamente a pesquisar por uma solução. É como ter uma loja aberta na rua mais movimentada da cidade para quem já sabe o que quer comprar.
  • Os anúncios nas redes sociais são excelentes para gerar procura. Permitem que se apresente a pessoas que talvez nem saibam que precisam de si, construindo uma audiência e reconhecimento da sua marca.

Para a maioria dos especialistas, a combinação dos dois é imbatível. Use as redes sociais para criar uma relação com a sua audiência e o Google Ads para estar lá no momento exato em que essa pessoa decide procurar ativamente uma solução.

Preciso de ter um site para anunciar no Google?

Sim, na esmagadora maioria dos casos, vai precisar de uma boa página de destino (uma landing page). Embora seja tecnicamente possível criar campanhas só para receber chamadas, para vender infoprodutos ou captar contactos para serviços, uma página de destino é fundamental.

A sua landing page não precisa de ser um site complexo. Pelo contrário. Deve ser uma página simples, clara e com um único objetivo: levar a pessoa a descarregar o seu guia, agendar uma chamada ou comprar o seu curso.

Pense nesta página como a continuação da conversa que começou no anúncio. É aqui que cumpre a promessa e onde a magia da conversão acontece.

A Performance Max é sempre a melhor escolha?

A Performance Max (PMax) é uma ferramenta incrivelmente potente, mas não é a solução para tudo e para todos. Funciona melhor para quem já tem um histórico de conversões na conta, porque a inteligência artificial precisa desses dados para saber o que otimizar.

Se está a começar do zero ou tem um orçamento muito limitado, muitas vezes é mais seguro e eficaz começar com uma campanha de Pesquisa mais controlada. Esta abordagem permite-lhe recolher os primeiros dados de forma estruturada, antes de entregar as chaves do carro à PMax para que ela conduza a sua estratégia.


Se vende o seu conhecimento e procura um parceiro para construir um sistema de crescimento sólido com Google Ads, a Outlier Agency pode ajudar. Desenhamos estratégias à medida para gerar resultados que se veem.

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