Pense numa base de dados de empresas como um mapa do tesouro para o seu negócio. É, na sua essência, uma coleção organizada de informações que lhe diz exatamente onde encontrar os seus próximos clientes B2B. Em vez de andar à deriva, a dar tiros no escuro, passa a ter um GPS de negócios que guia as suas equipas de marketing e vendas diretamente ao alvo.
O que é uma base de dados de empresas e porque é que o seu negócio precisa de uma

Vamos imaginar que é um consultor financeiro. O método antigo seria comprar uma lista de emails genérica e disparar para todo o lado, à espera que algo acontecesse. A abordagem inteligente? Usar uma base de dados para encontrar apenas as empresas do setor tecnológico, com uma faturação acima dos 500 mil euros e com menos de 50 funcionários. A diferença é abismal: em vez de gritar para uma multidão, está a ter uma conversa relevante com a pessoa certa.
Uma base de dados de empresas é um ativo estratégico que vai muito além de nomes e emails. As melhores ferramentas guardam informações cruciais que permitem uma segmentação cirúrgica.
Os pilares de uma base de dados eficaz
Para que esta ferramenta seja realmente útil, tem de fornecer os dados certos para personalizar a sua abordagem. Os mais valiosos costumam ser:
- Informações de contacto: Nome da empresa, morada, telefone e emails diretos.
- Dados demográficos: Setor de atividade (CAE), número de funcionários e localização.
- Dados firmográficos: Volume de negócios, ano de fundação e estrutura da empresa.
- Dados tecnográficos: As tecnologias que a empresa usa, como um CRM específico ou uma plataforma de e-commerce.
Com esta organização, deixa de fazer prospeção manual e passa a ter um modelo de crescimento muito mais previsível. Ao perceber exatamente quem é o seu mercado, consegue concentrar os seus recursos onde eles realmente geram impacto.
Por exemplo, o tecido empresarial português é enorme e sempre a mudar, com mais de 841.000 empresas em atividade. A sua distribuição geográfica está muito concentrada, com Lisboa a liderar com mais de 225.000 empresas, seguida pelo Porto com mais de 130.000. Só este dado já é um excelente ponto de partida para direcionar campanhas. Se quiser aprofundar, pode encontrar mais detalhes sobre o panorama empresarial português na Racius.
O segredo de uma boa base de dados não está na quantidade, mas sim na relevância. Ter 100 contactos altamente qualificados vale muito mais do que ter 10.000 leads genéricos que nunca vão comprar nada.
Para profissionais como nutricionistas, contabilistas ou personal trainers que vendem para outras empresas, esta ferramenta é ouro. Um nutricionista pode filtrar por empresas localizadas numa zona industrial para oferecer programas de bem-estar corporativo. Um contabilista pode focar-se em startups que acabaram de receber financiamento. O objetivo é sempre o mesmo: transformar dados brutos em oportunidades de negócio reais e escaláveis.
Como construir a sua base de dados de empresas do zero

Construir uma base de dados de empresas é como erguer as fundações de um prédio. Se a base for sólida e bem planeada, tudo o que construir em cima dela será mais estável e eficaz. Não há um caminho único para conseguir esses dados; na verdade, existem várias rotas, cada uma com os seus próprios prós e contras.
A decisão certa para si vai depender do seu orçamento, do tempo que tem disponível e do seu à-vontade com a tecnologia. Vamos analisar as principais formas de o fazer para que possa escolher a melhor para o seu negócio.
Começar com fontes de dados abertos (Open Data)
A maneira mais económica de arrancar é, sem dúvida, através de open data, ou dados abertos. Estamos a falar de informações que entidades governamentais e outras organizações disponibilizam publicamente. Em Portugal, portais como o data.gov.pt ou bases de dados de associações setoriais são excelentes pontos de partida.
A grande vantagem aqui é o custo quase nulo. A desvantagem? O esforço manual é significativamente maior. Muitas vezes, estes dados vêm em formatos "crus", como ficheiros CSV ou Excel, e precisam de um bom trabalho de limpeza, formatação e verificação antes de se tornarem realmente úteis.
Pense nisto como receber um saco de ingredientes frescos da horta. Tem tudo o que precisa, mas ainda tem de lavar, descascar e cortar tudo antes de começar a cozinhar. É um processo mais demorado, perfeito para quem tem mais tempo do que dinheiro.
Investir em plataformas de dados pagas
Se o que precisa é de dados de alta qualidade e prontos a usar, então as plataformas pagas são o atalho mais eficiente. Empresas especializadas, como a Racius ou a Informa D&B, dedicam-se a recolher, validar e atualizar constantemente informações empresariais.
Ao subscrever um destes serviços, ganha acesso a uma base de dados limpa, estruturada e atualizada. Pode filtrar empresas por setor, localização, faturação, número de colaboradores e dezenas de outros critérios, obtendo listas super segmentadas em questão de minutos.
O custo inicial é mais alto, claro, mas o retorno sobre o tempo que poupa é enorme. Para quem valoriza a agilidade e a precisão dos dados, esta é a opção mais inteligente. Ser capaz de identificar rapidamente o seu mercado-alvo é crucial, e pode aprofundar esta capacidade com um bom guia sobre estudo de mercado.
Métodos técnicos como Web Scraping e APIs
Para quem tem um perfil mais técnico, há outras duas abordagens muito poderosas que vale a pena considerar.
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Web Scraping: Esta técnica usa bots (programas automatizados) para extrair informação pública de websites, como diretórios online ou redes sociais profissionais. É uma forma de criar uma base de dados totalmente à sua medida, mas exige cuidado. É fundamental respeitar os termos de serviço dos sites e a legislação de proteção de dados, como o RGPD, para não ter dores de cabeça legais.
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APIs (Interfaces de Programação de Aplicações): Muitas plataformas de dados oferecem APIs que permitem que os seus sistemas "conversem" diretamente com as bases de dados deles. Isto é fantástico para manter a sua informação sempre atualizada, quase em tempo real. Por exemplo, pode integrar uma API ao seu CRM para que, sempre que uma nova empresa que se encaixa no seu perfil ideal for registada, ela apareça automaticamente no seu sistema.
Comparação de fontes de dados para a sua empresa
Para o ajudar a visualizar as diferenças e a tomar a melhor decisão, preparámos uma tabela comparativa que resume as principais características de cada fonte.
| Fonte de Dados | Custo | Qualidade dos Dados | Esforço Necessário | Ideal Para |
|---|---|---|---|---|
| Open Data | Baixo (praticamente nulo) | Variável (requer limpeza) | Alto | Startups, projetos com orçamento limitado, validação inicial. |
| Bases de Dados Pagas | Médio a Alto | Elevada (dados validados) | Baixo | Equipas de vendas/marketing que precisam de agilidade e precisão. |
| Web Scraping | Variável | Dependente da fonte e da técnica | Alto (requer conhecimento técnico) | Nichos específicos, criação de bases de dados proprietárias. |
| APIs | Médio a Alto | Elevada (dados em tempo real) | Médio (requer implementação) | Empresas que precisam de dados sempre atualizados e integrados. |
A escolha da fonte de dados ideal não é uma decisão estanque. Na prática, muitas das empresas mais bem-sucedidas usam uma combinação de métodos: começam com dados abertos para uma pesquisa inicial, usam web scraping para nichos específicos e depois enriquecem os contactos mais promissores com plataformas pagas.
Independentemente do caminho que escolher, o objetivo final é o mesmo: criar uma fonte de informação fiável que alimente as suas estratégias de marketing e vendas. Uma base de dados bem construída é o motor que impulsiona um crescimento previsível e sustentado.
Como garantir que os seus dados de empresas são de alta qualidade
Vamos ser diretos: ter uma base de dados de empresas gigante não vale de nada se a informação estiver desatualizada, incompleta ou simplesmente errada. Na verdade, é pior. Uma lista enorme e de má qualidade só o vai fazer perder tempo, dinheiro e energia a correr atrás de becos sem saída.
O verdadeiro valor não está no tamanho da lista, mas na qualidade da informação que ela contém. Pense nisto como cozinhar: de que serve ter uma despensa a abarrotar se os ingredientes estão estragados? A receita vai por água abaixo. O mesmo acontece com a sua prospeção B2B.
Para que a sua base de dados seja um verdadeiro motor de crescimento, ela precisa de se apoiar em quatro pilares. São eles que garantem que cada contacto na sua lista é uma oportunidade real e não apenas mais uma linha numa folha de cálculo.
Os quatro pilares da qualidade dos dados
Uma base de dados saudável e eficaz tem de ser constantemente avaliada com base nestes quatro pontos. Se um deles falhar, todo o sistema fica comprometido.
- Precisão: A informação está correta? O email
joao.silva@empresa.ptainda funciona, ou o João já saiu da empresa há dois anos? A precisão é a base de tudo, pois assegura que a sua mensagem chega ao destinatário certo. - Completude: Tem todas as peças do puzzle? Saber apenas o nome da empresa é manifestamente pouco. Precisa do setor, do número de funcionários e do contacto de quem decide para fazer uma abordagem que faça sentido.
- Consistência: Os dados seguem um padrão? Se num registo tem "Empresa Exemplo, Lda." e noutro "Exemplo Lda", os seus sistemas podem ver isto como duas empresas distintas, criando duplicados e uma confusão tremenda. A padronização é fundamental.
- Atualidade: Os dados são recentes? A informação desatualizada é um dos maiores sabotadores da prospeção. A empresa que tinha 10 funcionários no ano passado pode ter 50 hoje, o que muda completamente o seu perfil enquanto cliente.
Dados de baixa qualidade não são apenas inúteis — são um prejuízo. Levam a más decisões, mancham a reputação da sua marca com abordagens ao lado e, pior que tudo, roubam-lhe o tempo que poderia estar a dedicar a leads que realmente importam.
O poder do enriquecimento de dados para afinar a sua mira
Ok, os seus dados estão limpos e corretos. Excelente. Esse é o primeiro passo. O próximo nível chama-se enriquecimento de dados, um processo que transforma uma lista básica numa autêntica ferramenta de inteligência de mercado.
Enriquecer dados é, basicamente, adicionar novas camadas de informação aos contactos que já tem. Em vez de se ficar pelo nome e email, passa a ter acesso a dados firmográficos e tecnográficos que lhe dão uma vantagem competitiva.
Vamos a um exemplo prático. Imagine um personal trainer que quer vender pacotes de bem-estar para empresas. A sua lista inicial pode ter apenas nomes de empresas e contactos genéricos. Com o enriquecimento, ele pode descobrir:
- Número de funcionários: Permite-lhe adaptar a proposta. Uma oferta para uma startup de 10 pessoas é muito diferente de uma para uma empresa com 200.
- Setor de atividade: Ajuda-o a focar-se em áreas que valorizam mais os benefícios para colaboradores, como tecnologia ou consultoria.
- Faturação estimada: Dá-lhe uma ideia do poder de compra, para saber a quem pode apresentar os pacotes premium.
- Benefícios que já oferecem: Se descobre que uma empresa já tem seguro de saúde, pode posicionar o seu serviço como o complemento perfeito para a cultura da empresa.
Este processo transforma uma abordagem fria numa conversa quente e personalizada. Em vez de um "Olá, tenho um programa de bem-estar", ele pode dizer "Olá, vi que a vossa empresa no setor da tecnologia está a crescer rapidamente. O nosso programa pode ser uma excelente forma de ajudar a reter esse talento." A diferença na taxa de conversão é brutal.
É isto que o enriquecimento faz: põe a sua base de dados de empresas a trabalhar de forma mais inteligente para si.
Navegar a LGPD e o GDPR no uso de dados empresariais
Usar uma base de dados de empresas para encontrar novos clientes é uma das táticas mais potentes para qualquer negócio B2B. O problema? Ignorar as regras de proteção de dados é como navegar num mar cheio de rochas sem mapa. As multas são pesadas e o dano para a reputação da sua marca pode ser irreversível.
Felizmente, perceber e cumprir o Regulamento Geral sobre a Proteção de Dados (GDPR) na Europa e a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) no Brasil não é o bicho de sete cabeças que parece, principalmente no contexto B2B. A chave está em perceber as diferenças entre o que são dados pessoais e o que são dados de uma empresa.
A fronteira entre dados pessoais e empresariais
A primeira coisa a entender é esta: as leis protegem pessoas, não empresas. Informações que são puramente da empresa, como o NIF, a morada da sede ou um e-mail geral do tipo info@empresa.pt, não contam como dados pessoais.
A coisa complica um pouco quando passamos para os contactos diretos. Um e-mail como nome.apelido@empresa.pt ou o telemóvel de trabalho de um gestor já são considerados dados pessoais. Porquê? Porque identificam diretamente uma pessoa, mesmo que seja no seu papel profissional. É aqui que nascem a maioria das dúvidas.
Então, quer dizer que não pode contactar estas pessoas? Não é isso. Significa apenas que precisa de ter um bom motivo, uma base legal, para o fazer.
A base legal do interesse legítimo na prospeção B2B
Para a prospeção B2B, a base legal que quase toda a gente usa é o chamado interesse legítimo. Este conceito permite tratar dados pessoais sem pedir autorização explícita, mas só se forem cumpridos alguns critérios bem rigorosos.
Pense no interesse legítimo como um exercício de equilíbrio. A sua empresa tem um interesse comercial válido em contactar potenciais clientes, mas esse interesse não pode atropelar os direitos e as liberdades da pessoa que está do outro lado.
Para usar esta base legal sem correr riscos, a sua comunicação tem de ser relevante para o cargo da pessoa. Por exemplo, um contabilista que contacta o diretor financeiro de uma PME para lhe mostrar um serviço de otimização fiscal? É um caso claro de interesse legítimo.
Para visualizar os critérios de qualidade que tornam os seus dados mais precisos e relevantes para este tipo de abordagem, consulte esta árvore de decisão.

O esquema deixa claro que ter dados precisos, completos e atualizados é o ponto de partida para garantir que a sua abordagem se encaixa no interesse legítimo.
Passos práticos para garantir a conformidade
Manter a sua prospeção dentro da lei não serve só para evitar multas. É sobre construir confiança. Uma abordagem transparente e que respeita o outro lado dá muito melhores resultados a longo prazo.
Para ter a certeza de que está a navegar nestas águas com segurança, siga estas boas práticas:
- Seja transparente logo de início: Na sua primeira mensagem, diga quem é, porque está a contactar e onde conseguiu os dados da pessoa. A transparência é a sua melhor amiga.
- Dê uma saída fácil: A pessoa tem de poder dizer "não, obrigado" de forma simples e imediata. Nos e-mails, isto é o famoso link de "cancelar subscrição" bem à vista.
- Faça uma avaliação de interesse legítimo (LIA): Crie um documento interno a explicar porque acha que o seu interesse em contactar um certo perfil é legítimo e justo. Este documento, conhecido como Legitimate Interest Assessment (LIA), será a sua defesa se alguém o questionar.
- Mantenha os dados limpos e atuais: A lei obriga a que os dados estejam corretos. Faça uma limpeza regular à sua base de dados de empresas para tirar contactos que já não trabalham na empresa ou que já não existem.
Ao seguir estas dicas, não está só a cumprir a lei, está a ser profissional. Está a mostrar que valoriza a privacidade do seu potencial cliente, o que, por si só, já é um excelente primeiro passo para construir uma relação de negócio sólida.
Como usar a sua base de dados para encontrar clientes B2B

Agora, a melhor parte. Depois de todo o trabalho, tem nas mãos uma base de dados de empresas limpa, organizada e em conformidade com a lei. Isto não é apenas uma lista; é um ativo valiosíssimo para o seu negócio. Está na hora de a pôr a trabalhar e encontrar os clientes B2B que vão fazer a sua empresa crescer.
Esqueça a ideia de disparar emails para todo o lado. O segredo está em usar a inteligência dos dados para criar abordagens que façam sentido para cada tipo de cliente. É essa personalização que separa uma mensagem de sucesso de mais um email apagado sem ser lido.
Estratégias de segmentação para nichos específicos
A verdadeira magia de uma boa base de dados está na capacidade de segmentar. Em vez de uma abordagem genérica, pode criar mensagens cirúrgicas, pensadas para cada grupo específico. Vamos ver como isto funciona na prática para diferentes profissionais.
Para consultores financeiros e contabilistas
Imagine que é um consultor financeiro e quer oferecer serviços de otimização da estrutura de capital. Com uma boa base de dados, pode filtrar PMEs do setor industrial com uma faturação entre 1 e 5 milhões de euros. Porque estas? Porque são exatamente as que mais beneficiam do seu serviço.
Com esta informação, a sua abordagem muda completamente. Em vez de um vago "Precisa de ajuda com as finanças?", pode dizer: "Vi que a sua empresa no setor industrial está numa fase de crescimento. Muitas empresas como a sua conseguem otimizar a estrutura de capital para financiar a expansão. Faz sentido conversarmos sobre isso?". A diferença é abismal.
Aliás, dados recentes mostram que a saúde financeira das empresas portuguesas tem vindo a melhorar. A autonomia financeira no setor privado atingiu os 45,7%, sobretudo no comércio. Saber isto permite que um contabilista ou consultor use esta informação para guiar melhor os seus clientes. Pode ver mais detalhes no relatório do GEE sobre a Central de Balanços.
Para nutricionistas e personal trainers
Se é nutricionista e quer vender programas de bem-estar para empresas, a geolocalização é a sua melhor amiga. Pode usar a base de dados para identificar todas as empresas com mais de 50 funcionários num raio de 10 km do seu espaço.
Com esta lista na mão, a sua proposta ganha outra força. Em vez de algo genérico, pode dizer: "Temos um programa de bem-estar que já ajudou outras empresas aqui na zona industrial a reduzir o absentismo. Como estamos mesmo aqui ao lado, podemos oferecer condições especiais para os vossos colaboradores". É uma oferta relevante e conveniente.
Para criadores de cursos e infoprodutores
Um especialista que vende formações sobre liderança pode filtrar a sua base de dados por empresas que estão a recrutar ativamente para cargos de gestão. Esta informação, que muitas vezes é pública no LinkedIn ou em portais de emprego, é um sinal claro de que a empresa precisa de desenvolver novas chefias.
A sua abordagem torna-se incrivelmente oportuna: "Reparei que a vossa empresa está a expandir a equipa de gestão. O nosso programa de formação em liderança foi desenhado precisamente para ajudar novos líderes a atingirem o seu potencial máximo, e rápido."
Fluxos de trabalho para transformar dados em vendas
Depois de definir os segmentos, é preciso meter a máquina a andar. A sua base de dados de empresas vai alimentar os seus canais de prospeção. O truque é combinar vários canais para criar diferentes pontos de contacto.
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Campanhas de email personalizadas: Use os dados que recolheu — nome do decisor, cargo, setor — para criar sequências de email que parecem ter sido escritas à mão. A automação ajuda, mas a personalização é que vende. Mencionar uma conquista recente da empresa ou um desafio do setor mostra que fez o seu trabalho de casa.
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Abordagens estratégicas no LinkedIn: Esta rede é uma mina de ouro para B2B. Use a sua base para encontrar os perfis certos e envie um pedido de ligação com uma nota pessoal. Não tente vender logo na primeira mensagem. Comece por partilhar um artigo útil ou comentar uma publicação deles para iniciar uma conversa genuína. Se quiser aprofundar, veja o nosso guia completo sobre como construir a sua base de dados de empresa.
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Criação de públicos personalizados para anúncios: Plataformas como o Facebook Ads ou o LinkedIn Ads permitem carregar listas de emails para criar um custom audience (público personalizado). Isto significa que pode mostrar anúncios super-relevantes apenas às pessoas da sua lista, reforçando a sua mensagem em vários locais.
Lembre-se, o objetivo não é fechar a venda ao primeiro contacto. É iniciar uma conversa relevante que o posicione como a solução certa para um problema real. Uma base de dados de qualidade é o que lhe permite fazer isto em escala, com precisão e eficácia.
Transforme dados em crescimento previsível para o seu negócio
Chegamos ao fim da nossa conversa e, se há uma ideia que quero que leve consigo, é esta: uma base de dados de empresas não é uma simples lista de contactos. Pense nela como um ativo estratégico, um verdadeiro motor que, se for bem afinado, consegue gerar um crescimento consistente e previsível para o seu negócio. O primeiro passo para escalar de forma inteligente é precisamente abandonar a prospeção feita ao acaso.
Ao longo deste guia, vimos os passos essenciais. Tudo começa com a construção de uma base sólida, seja através de fontes de dados abertos, que exigem mais "trabalho de braço", ou com plataformas pagas que lhe dão um atalho valioso em termos de tempo. A escolha depende sempre do seu orçamento e dos seus objetivos. O importante é mesmo começar.
A qualidade como fator decisivo
Mas ter a lista é apenas o ponto de partida. A verdadeira magia acontece quando o foco se vira para a qualidade dos dados. Uma base de dados precisa, completa e atualizada é o que separa as campanhas de sucesso das que são uma pura perda de tempo. Enriquecer os seus contactos com informações como o setor de atividade, o número de funcionários ou a faturação transforma uma abordagem fria numa conversa relevante, com uma probabilidade de conversão muito, muito maior.
E, claro, não podemos esquecer o labirinto legal do GDPR. Ao focar-se no interesse legítimo e ao manter a transparência, não só evita dores de cabeça, como começa a construir relações de confiança com os seus futuros clientes desde o primeiro momento.
De dados a resultados práticos
Com uma base de dados qualificada e em conformidade legal, as suas estratégias de prospeção ganham outra vida. Vimos como a segmentação lhe permite criar mensagens à medida para diferentes nichos – de contabilistas a nutricionistas –, aumentando drasticamente as taxas de resposta. Cada email enviado, cada mensagem no LinkedIn e cada anúncio passam a ter um propósito claro e um alvo bem definido.
A mudança mais poderosa acontece quando se deixa de pensar em “vender” e se começa a pensar em “resolver”. Uma base de dados bem estruturada dá-lhe o contexto necessário para identificar problemas específicos e posicionar os seus serviços como a solução ideal.
No final do dia, o objetivo é transformar este ativo num sistema que gera resultados que se podem medir. E para isso, é fundamental saber avaliar o retorno do seu esforço. Uma ferramenta essencial nesta fase é o cálculo do ROI, que o vai ajudar a perceber o verdadeiro impacto das suas campanhas.
Com o que aprendeu neste guia, está mais do que preparado. Tem as ferramentas e a estratégia para transformar dados brutos em relações comerciais valiosas, construindo um futuro mais previsível e lucrativo para o seu negócio.
Perguntas frequentes sobre bases de dados de empresas
Chegados a este ponto, é normal que ainda tenha na cabeça algumas perguntas mais práticas. Como é que se usa e mantém uma base de dados destas no dia a dia? Vamos diretos ao assunto, respondendo às dúvidas mais comuns para que possa avançar sem hesitações.
É legal comprar listas de contactos de empresas?
Esta é, de longe, a pergunta do milhão. E a resposta curta é: depende. Depende totalmente da qualidade e da origem dessa lista.
Comprar listas genéricas e baratas de fontes que ninguém conhece é uma péssima ideia. Não só porque os dados são, por norma, um lixo, mas também porque o risco de estar a violar o RGPD é gigante. É um atalho que sai caro.
Por outro lado, subscrever o serviço de uma plataforma de dados séria e com boa reputação é outra história. Estas empresas, como as que mencionámos, investem pesado para recolher dados de forma legítima e mantê-los atualizados, garantindo que a sua prospeção B2B está em conformidade com a lei. É uma prática totalmente legal e segura.
A regra de ouro é simples: se a oferta parece demasiado boa para ser verdade — tipo "10.000 emails por 50€" — desconfie. Investir em dados de qualidade de uma fonte fiável protege a sua reputação e evita problemas legais.
Com que frequência devo atualizar a minha base de dados?
Os dados de empresas perdem validade a uma velocidade assustadora. As pessoas mudam de cargo, as empresas mudam de instalações, e os contactos que hoje funcionam, amanhã já não. Acredite, estima-se que cerca de 20-30% dos dados B2B ficam desatualizados todos os anos.
Por isso, a atualização não pode ser um evento isolado, uma vez por ano. Tem de ser um processo contínuo. A frequência ideal varia com o seu negócio, claro, mas uma boa prática é fazer uma revisão completa, pelo menos, a cada três ou quatro meses. Se usar ferramentas que se ligam por API, a boa notícia é que grande parte deste trabalho pode ser automatizado.
Quais são os erros mais comuns a evitar?
Construir uma base de dados de empresas que funciona é tanto sobre o que fazer como sobre o que não fazer. Evitar estes erros clássicos vai poupar-lhe muitas dores de cabeça:
- Focar-se na quantidade em vez da qualidade: Mais vale ter 200 contactos perfeitos para o seu negócio do que 10.000 que não servem para nada. O foco tem de ser sempre na relevância.
- Não segmentar a lista: Disparar a mesma mensagem para toda a gente é a receita para o fracasso. Use os dados que tem para personalizar a abordagem, seja por setor, por dimensão da empresa ou por localização.
- Esquecer a "limpeza da casa": Não ter um processo para remover duplicados, corrigir erros e apagar contactos inválidos só vai sujar a sua base e sabotar os seus resultados.
- Ninguém ser "dono" do processo: É fundamental que alguém na sua equipa seja o responsável por gerir e manter a base de dados. Sem um responsável, a base deixa de ser um ativo valioso e passa a ser um problema.
Como sei se os meus dados são de boa qualidade?
Para além dos quatro pilares que já falámos — precisão, completude, consistência e atualidade — há uma forma muito prática de medir a qualidade dos seus dados: olhar para os resultados das suas campanhas.
Se as suas taxas de bounce (emails devolvidos) estão constantemente acima dos 5%, é um sinal vermelho a piscar. Significa que os seus contactos estão desatualizados. Da mesma forma, se as taxas de abertura e de resposta são muito baixas, pode ser um sintoma de que a segmentação está errada ou que os dados simplesmente não são relevantes para as pessoas que está a tentar alcançar.
Se vende conhecimento ou serviços e quer transformar uma base de dados num sistema de crescimento previsível, a Outlier Agency é o parceiro certo para si. Ajudamos a construir a estratégia e os sistemas para escalar o seu negócio. Fale connosco para saber como podemos ajudar.