Vamos diretos ao ponto: uma landing page eficaz tem uma única missão. É uma página desenhada com um propósito cirúrgico: transformar um visitante num lead ou cliente. Para isso, temos de eliminar tudo o que é ruído e focar a atenção numa só oferta e num único apelo à ação (CTA).
O que realmente faz uma landing page converter
Muitos infoprodutores e prestadores de serviços caem na armadilha de pensar que um design super elaborado ou tecnologia de ponta são a chave do sucesso. A verdade é bem mais simples. Uma página que converte bem é, antes de mais, uma ferramenta de comunicação exímia. O seu único trabalho é apresentar uma oferta de forma tão clara e convincente que a única decisão lógica para o visitante seja agir.
O verdadeiro poder não está nos efeitos visuais bonitos, mas na psicologia por trás da estrutura. Trata-se de criar uma ligação imediata, de falar diretamente para a dor ou o desejo da pessoa que está do outro lado e apresentar a nossa solução como a resposta óbvia.
A clareza ganha sempre à persuasão. Se um visitante não perceber a sua oferta em menos de cinco segundos, ele vai embora. O seu principal objetivo é garantir que a mensagem é instantaneamente compreendida, sem margem para dúvidas.
Os pilares de uma conversão elevada
Para que a sua landing page funcione como uma máquina de vendas, ela precisa de estar assente em alguns princípios fundamentais. Estes elementos trabalham em conjunto para construir confiança e guiar o utilizador, de forma natural, até ao passo seguinte.
- Um objetivo, e mais nenhum: Cada landing page deve ter apenas um foco. Se o objetivo é que descarreguem um ebook, então é só isso. Adicionar links para o blog, redes sociais ou outros produtos só serve para distrair e matar a conversão.
- Mensagem alinhada: A sua landing page tem de ser o espelho perfeito do anúncio ou do email que trouxe a pessoa até lá. Se o anúncio prometia um "guia gratuito de finanças", a página tem de entregar exatamente isso. A consistência gera confiança.
- Oferta que não dá para recusar: A sua oferta tem de ser percebida como algo de imenso valor para o seu público. Não se trata apenas do que oferece, mas de como o apresenta. Foque-se nos benefícios e na transformação que o seu produto ou serviço vai trazer.
Como anda o mercado português
Aqui em Portugal, a atenção à experiência do utilizador tornou-se um grande fator de diferenciação. Os dados mostram que a taxa média de conversão de landing pages no nosso país chega a cerca de 9,7%, um valor superior à média internacional. Este sucesso está ligado a um foco crescente em design limpo, mensagens diretas e, muito importante, na velocidade de carregamento — cada segundo a mais de espera pode custar-lhe até 7% das conversões. Se quiser aprofundar estes números, pode explorar as tendências de landing pages em Portugal.
Para resumir os elementos-chave, preparei esta tabela. Pense nela como um checklist rápido para garantir que não se esquece de nada.
Tabela: Componentes essenciais de uma landing page de alta conversão
Uma visão rápida dos elementos cruciais e o seu propósito para guiar o utilizador até à conversão.
| Componente | Propósito principal | Exemplo de aplicação |
|---|---|---|
| Título Principal (Headline) | Captar a atenção em 3 segundos e comunicar o principal benefício. | "Crie Landing Pages que Convertem o Dobro em Metade do Tempo" |
| Imagem/Vídeo Herói | Criar uma ligação emocional e mostrar o produto/resultado em ação. | Um vídeo curto de um cliente a usar o seu software com um sorriso. |
| Prova Social | Gerar confiança e validar a oferta com testemunhos ou logótipos. | "Usado por mais de 5.000 freelancers em Portugal." |
| Apelo à Ação (CTA) | Dizer ao utilizador exatamente o que fazer a seguir, de forma clara e visível. | Um botão laranja vivo com o texto "Quero o Meu Guia Gratuito Agora". |
| Formulário Simples | Recolher apenas a informação estritamente necessária para reduzir o atrito. | Pedir apenas o nome e o email para descarregar um ebook. |
No final de contas, criar uma landing page que vende é menos sobre ser um génio do design e mais sobre ser um bom comunicador. É sobre conhecer o seu cliente a fundo e construir uma ponte direta entre o problema dele e a sua solução.
A estratégia vem primeiro: o plano por trás da página
A tentação de saltar diretamente para uma ferramenta e começar a arrastar blocos para montar uma página é enorme. A verdade? O sucesso de uma landing page raramente tem a ver com o software que usa. Começa muito antes, na fase de planeamento. Sem uma estratégia bem definida, a sua página é como um barco à deriva: pode até ser bonita, mas não vai chegar a porto seguro.
Antes de pensar em design, cores ou palavras, a primeira pergunta tem de ser: "Para quem estou a falar?". É fundamental conhecer o seu público-alvo a fundo. Não chega dizer "empreendedores". É preciso ir mais longe. Quais são as suas maiores dores? O que lhes tira o sono? Que linguagem usam no dia a dia?
Quando compreende isto a um nível profundo, a sua mensagem deixa de ser um tiro no escuro e passa a ser uma conversa direta, que atinge em cheio o problema que o seu serviço ou infoproduto resolve.
Uma página, um único objetivo
Uma landing page eficaz tem apenas uma missão. A sua única função é levar o visitante a tomar uma única ação. Tentar que a pessoa compre o seu curso, subscreva a newsletter e o siga no Instagram, tudo ao mesmo tempo, é a receita certa para o desastre. A confusão paralisa.
O objetivo tem de ser específico e, de preferência, mensurável. Por exemplo:
- Gerar leads: Trocar o nome e o email do visitante por um e-book prático.
- Inscrição para um webinar: Levar a pessoa a garantir o seu lugar num evento online.
- Venda direta: Convencer o visitante a comprar um produto de entrada (conhecido como tripwire).
Este foco total vai guiar todas as decisões que tomar a seguir, desde o título principal até à última palavra no botão. Manter a simplicidade aumenta drasticamente as hipóteses de o visitante fazer exatamente aquilo que você quer.
Mapear a jornada e criar uma oferta que ninguém recusa
De onde é que o seu visitante está a vir? De um anúncio no Instagram? De um link na sua newsletter? A resposta é crucial, porque a experiência tem de ser fluida e coerente. Se alguém clica num anúncio que promete "5 dicas para duplicar a produtividade", a página de destino tem de entregar essa promessa logo de caras. Qualquer desalinhamento cria desconfiança e faz as pessoas saírem.
Este alinhamento é a base de um funil de vendas que funciona. A landing page é a ponte entre a atenção que captou e a conversão que deseja. Para perceber melhor como tudo isto se encaixa, pode aprender mais sobre o funil de vendas no nosso guia completo.
O passo seguinte é a peça central de tudo: a oferta. Tem de ser tão boa, tão valiosa, que dizer "sim" parece a única decisão lógica. Se a sua oferta for fraca, não há design no mundo que a salve. Não pense nas características, pense na transformação.
Este fluxo mostra como as peças se juntam para criar uma jornada simples e eficaz.

Como vê, tudo começa com uma oferta clara, que é comunicada por uma mensagem direta e que leva, naturalmente, a uma chamada para a ação.
Uma boa oferta não é sobre o que a pessoa recebe (um PDF de 10 páginas), mas sobre o que ela consegue (o método para poupar 5 horas por semana). A sua proposta de valor tem de ser cristalina.
Por fim, espreite a concorrência. Veja o que outros especialistas da sua área andam a fazer. O que está a funcionar nas páginas deles? Onde é que estão a falhar? O objetivo não é copiar, mas sim encontrar uma brecha, um ângulo único que torne a sua oferta diferente e, francamente, melhor.
É quando consegue responder à pergunta "Porque é que eu deveria escolher isto, e não todas as outras opções?" que a sua landing page começa, verdadeiramente, a ganhar forma para converter.
Escrever textos que transformam atenção em ação
O design atrai, mas é a copy que vende. Pense nisto: cada palavra na sua landing page é um vendedor silencioso a trabalhar 24/7 para si. Uma boa copy não tem nada a ver com floreados ou promessas vazias; é sobre construir uma ponte direta e clara entre o problema do seu cliente e a solução que você oferece.
O seu texto tem de agarrar o leitor logo na primeira linha. A headline é tudo. Tem de ser forte o suficiente para parar o scroll e comunicar o maior benefício da sua oferta em menos de cinco segundos. Se falhar aqui, o visitante já se foi.

A anatomia de um texto que converte
Para que o seu argumento de vendas seja irrecusável, a estrutura do texto precisa de guiar o leitor numa jornada lógica até à decisão. Começa por captar a atenção, depois desperta o interesse, alimenta o desejo e, no final, chama para a ação. É um clássico que funciona.
Isto quer dizer que listar as características do seu infoproduto não chega. Ninguém compra "um curso com 10 módulos". As pessoas compram a promessa de "dominar as suas finanças em 10 semanas". A diferença é subtil, mas decisiva.
Foque-se sempre nos benefícios e na transformação. Em vez de dizer "Este ebook tem 50 páginas", experimente "As 50 páginas que precisa para poupar 10 horas por semana". O primeiro descreve, o segundo vende um resultado.
Veja como é fácil transformar uma característica num benefício poderoso:
- Antes (foco na característica): O nosso curso inclui sessões de perguntas e respostas semanais.
- Depois (foco no benefício): Nunca mais se sinta perdido. Todas as semanas, respondo pessoalmente às suas dúvidas para garantir que avança com total confiança.
Esta pequena mudança de perspetiva muda completamente a forma como a sua oferta é percebida.
Usar prova social para construir confiança
As pessoas confiam muito mais noutros clientes do que em si. É por isso que a prova social é uma das ferramentas mais potentes do seu arsenal. Testemunhos, estudos de caso e números concretos são o que valida a sua oferta e desfaz o ceticismo natural do visitante.
Mas atenção: para funcionar, a prova social tem de ser genuína. Um testemunho vago como "Adorei o curso!" não tem impacto nenhum.
Vá à procura de testemunhos específicos, que mostrem resultados reais. Peça aos seus melhores clientes para partilharem detalhes concretos sobre a transformação que viveram.
- Testemunho fraco: "Serviço excelente, recomendo."
- Testemunho forte: "Antes de trabalhar com a Maria, sentia-me completamente sobrecarregado com as minhas finanças. Em apenas dois meses, não só criei um plano de poupança que me permitiu pagar uma dívida de 2.000€, como finalmente sinto que tenho o controlo do meu dinheiro."
O segundo exemplo conta uma história, tem números e foca-se na transformação. É isso que o torna credível e muito mais persuasivo.
O apelo à ação que não deixa margem para dúvidas
O Call to Action (CTA) é o momento da verdade. É aqui que pede ao visitante para dar o passo seguinte e, por isso, tem de ser impossivelmente claro e direto. Fuja de botões com textos genéricos como "Submeter" ou "Enviar". Ninguém se sente inspirado a clicar nisso.
O texto do seu botão deve espelhar o valor que a pessoa está prestes a receber. Use uma linguagem que crie um sentimento de posse e de urgência.
| CTA Fraco | CTA Forte |
|---|---|
| Enviar | Quero o Meu Guia Gratuito Agora! |
| Comprar | Sim, Quero Garantir o Meu Acesso |
| Subscrever | Juntar-me à Comunidade Exclusiva |
O CTA é o remate final de todo o seu argumento. Se quiser dominar esta arte, pode aprender a fundo sobre como criar um call to action eficaz no nosso artigo detalhado. Lembre-se que, para além do texto, a cor e a posição do botão também contam (e muito!) para que ele se destaque na página.
Por fim, pode usar a escassez e a urgência de forma ética para acelerar a decisão. Expressões como "Vagas limitadas" ou "Oferta termina em 24 horas" funcionam muito bem, desde que sejam verdadeiras. A honestidade é a base de tudo. O objetivo não é apenas fazer uma venda, é construir uma relação de confiança.
Desenhar um layout que guia o olhar (e o clique)
Na hora de desenhar uma landing page, temos de ser brutalmente honestos: o design não serve para ser bonito, serve para guiar. O objetivo é pegar no visitante pela mão, de forma quase invisível, e levá-lo numa viagem direta do título ao botão de ação. Um layout eficaz não distrai; pelo contrário, elimina qualquer ruído.
O conceito mais importante aqui é a hierarquia visual. Pense na sua página como um mapa do tesouro. O seu título, a sua promessa principal e o seu botão de chamada para a ação (CTA) são o "X" que marca o local. Tudo o resto – o tamanho, a cor, o posicionamento dos elementos – deve criar um caminho óbvio que os olhos do visitante seguem sem sequer pensar nisso.

O poder do "menos é mais" e do espaço em branco
Uma página atulhada de informação é a receita para a confusão e a desistência. É aqui que entra o espaço em branco (ou espaço negativo). Não o veja como um espaço vazio, mas sim como uma ferramenta ativa. É o que dá fôlego ao seu conteúdo, separa secções e faz com que os elementos importantes saltem à vista.
Um bom design precisa de respirar. Em vez de tentar preencher todos os cantos, dê espaço aos seus textos e imagens. Esta abordagem mais minimalista faz com que o seu CTA se destaque naturalmente, em vez de lutar por atenção no meio de um caos visual.
A simplicidade não é o objetivo, mas sim a consequência de um entendimento profundo. Um design limpo e focado mostra que sabe exatamente o que oferece e o que quer que o utilizador faça.
Escolher cores e fontes que trabalham para si
Cores e tipografia são muito mais do que decoração. Elas transmitem emoções e solidificam a sua marca. As cores do seu CTA, por exemplo, têm de ter um contraste forte com o fundo para serem impossíveis de ignorar. Já vi estudos a dizer que o laranja ou o verde funcionam melhor, mas a verdade é que o mais importante é mesmo o contraste.
A tipografia, por sua vez, é a base da legibilidade.
- Tipos de letra: Aposte em fontes limpas e fáceis de ler, como Open Sans, Lato ou Montserrat. A minha regra é: no máximo duas fontes diferentes. Uma para os títulos, outra para o texto corrido.
- Tamanho do texto: O texto principal deve ser confortável de ler, algo entre 16px e 18px. Os títulos, claro, têm de ser bem maiores para criar essa hierarquia visual.
- Contraste do texto: Parece óbvio, mas vejo isto a acontecer constantemente. Texto cinzento-claro sobre fundo branco pode parecer moderno, mas se as pessoas tiverem de semicerrar os olhos para ler, já as perdeu.
A regra de ouro: pensar primeiro no telemóvel
Hoje em dia, a otimização para dispositivos móveis já não é uma opção, é o ponto de partida. É muito provável que a maioria das pessoas chegue à sua landing page através de um smartphone. Se a experiência no telemóvel for má, está literalmente a queimar dinheiro.
Na prática, isto significa que o design tem de ser responsivo e adaptar-se a qualquer ecrã. Os botões têm de ser grandes o suficiente para serem tocados com o polegar, sem frustração, e os formulários têm de ser super simples de preencher. Antes de lançar o que quer que seja, teste a página em vários telemóveis.
Estruturas de página que simplesmente funcionam
Em vez de reinventar a roda, podemos usar modelos de layout que já provaram dar resultados. Um dos meus favoritos, e um dos mais eficazes, é o clássico modelo AIDA. Ele estrutura a sua página para acompanhar o processo mental do visitante.
- Atenção: Capturada logo na primeira dobra, com o seu título magnético e a imagem principal.
- Interesse: Despertado com subtítulos e listas de benefícios que mostram como resolve um problema específico.
- Desejo: Construído com prova social — pense em testemunhos detalhados, estudos de caso, logos de clientes — que mostram resultados reais.
- Ação: Solicitada através de um CTA claro, direto e visualmente destacado, que não deixa dúvidas sobre o que acontece a seguir.
Adaptar esta estrutura ao criar uma landing page para o seu infoproduto ou serviço dá-lhe um guião seguro. Comece por chamar a atenção, alimente o interesse e o desejo e, no final, faça um apelo à ação impossível de ignorar. É uma fórmula que, quando bem aplicada, transforma visitantes em clientes de forma consistente.
Escolher as ferramentas certas para construir a sua landing page
Com o plano, a copy e o design bem definidos, chegou a altura de meter as mãos na massa e dar vida ao seu projeto. Esta fase pode parecer a mais técnica, mas a verdade é que nunca foi tão fácil criar uma landing page de alta qualidade sem escrever uma única linha de código. O mercado está cheio de ferramentas pensadas para simplificar este processo, cada uma com as suas particularidades.
A escolha da plataforma certa depende muito das suas necessidades, do seu orçamento e, claro, do seu à-vontade com a tecnologia. Não há uma solução mágica que sirva para todos. O truque é encontrar um equilíbrio entre flexibilidade, facilidade de uso e as integrações que são realmente importantes para o seu negócio.
Construtores 'drag-and-drop' vs. plataformas dedicadas
A grande decisão, na maioria das vezes, resume-se a duas categorias. De um lado, temos os construtores de páginas que funcionam dentro de ecossistemas maiores, como o WordPress. O Elementor é, sem dúvida, o rei desta categoria, dando-lhe um controlo visual incrível sobre cada detalhe da página. É uma excelente opção se já usa WordPress e quer manter tudo centralizado.
Do outro lado, existem plataformas feitas de raiz só para criar landing pages, como a Leadpages ou a Instapage. Estas ferramentas são, por norma, mais rápidas de configurar e já vêm otimizadas para a conversão, com funcionalidades como testes A/B integrados e tempos de carregamento super rápidos. A desvantagem? Podem ter uma mensalidade mais salgada e menos flexibilidade para sair fora dos seus modelos.
Conectar as peças do puzzle: integrações essenciais
Uma landing page não vive sozinha. Ela é o coração de um sistema que precisa de outras peças para funcionar, nomeadamente a sua ferramenta de email marketing e o seu sistema de pagamentos. Configurar bem estas ligações é um passo que não pode, de todo, falhar.
A boa notícia é que a maioria das plataformas modernas tornou este processo bastante simples. Integrar com o seu serviço de email, seja ele o ActiveCampaign, Mailchimp ou outro, normalmente resume-se a copiar e colar uma chave API. Isto garante que, assim que um novo lead preenche o formulário, é automaticamente adicionado à sua lista ou sequência de emails.
O mesmo se aplica aos sistemas de pagamento. Se o objetivo da sua página é uma venda direta, a integração com plataformas como Stripe ou Hotmart é fundamental. Isto assegura que o processo de compra é seguro, fluido e totalmente automatizado, desde o clique no botão "Comprar" até à entrega do seu infoproduto.
O verdadeiro poder está na automação. Uma landing page bem integrada trabalha para si 24 horas por dia, a captar leads, a processar pagamentos e a iniciar a comunicação com os seus novos clientes, tudo sem a sua intervenção manual.
Comparativo de ferramentas para criar landing pages
Uma análise de diferentes plataformas para ajudar a escolher a melhor opção com base nas suas necessidades e orçamento.
| Ferramenta | Ideal para | Facilidade de uso | Faixa de preço |
|---|---|---|---|
| Elementor (WordPress) | Quem já tem um site em WordPress e procura controlo total sobre o design, sem mensalidades de plataforma. | Média a Alta | Gratuito (com versão Pro paga) |
| Leadpages | Infoprodutores e prestadores de serviços que precisam de criar páginas rapidamente, com foco em conversão e testes A/B. | Muito Alta | $$ – $$$ (Mensal/Anual) |
| Instapage | Equipas e negócios que necessitam de personalização avançada, tempos de carregamento ultra rápidos e funcionalidades de colaboração. | Alta | $$$$ (Premium, focado em empresas) |
| Systeme.io | Empreendedores a começar, que procuram uma solução tudo-em-um (landing pages, email, funis, etc.) a um preço acessível. | Muito Alta | Gratuito (com planos pagos) |
Escolher a ferramenta certa é um passo estratégico. Não se deixe levar apenas pelo preço; pense no tempo que vai poupar e nas funcionalidades que realmente vão fazer a diferença para o seu negócio a médio e longo prazo.
Afinal, quanto custa criar uma landing page?
O investimento para criar a sua landing page pode variar imenso. É perfeitamente possível começar com opções quase gratuitas, usando os planos básicos de algumas plataformas e fazendo tudo por conta própria. No entanto, à medida que a complexidade e a personalização aumentam, os custos também sobem.
Em Portugal, os preços são bastante variados. Projetos mais simples, que já incluem um design à medida, copy otimizada e as integrações básicas de email, podem custar entre 300€ e 800€ quando feitos por um profissional. Já para páginas mais avançadas, com integrações complexas ou funcionalidades personalizadas, o valor pode facilmente ultrapassar os 2.000€. Se quiser ter uma noção mais detalhada dos custos, pode explorar os preços para criação de sites em Portugal aqui.
A escolha depende inteiramente da sua estratégia. Começar com uma solução mais económica para validar uma oferta é uma abordagem muito inteligente. À medida que o seu negócio cresce e as suas necessidades se tornam mais sofisticadas, pode sempre evoluir para ferramentas mais robustas ou contratar ajuda especializada.
Medir e otimizar para maximizar os resultados
Lançar a sua landing page não é o fim da linha. Na verdade, é o ponto de partida. Criar uma página que realmente converte é um processo contínuo de aprendizagem e ajuste. A verdadeira magia que transforma uma página boa numa máquina de vendas acontece na otimização que vem a seguir.
O primeiro passo é tornar o invisível, visível. Precisa de saber exatamente o que os visitantes estão a fazer na sua página. Ferramentas como o Google Analytics 4 são essenciais para medir o tráfego e as conversões, mas não se fique por aí. Instalar o Pixel do Facebook (ou outras tags de redes sociais) vai permitir-lhe perceber que campanhas estão a trazer os melhores resultados.
Uma landing page que não é medida é apenas uma suposição. Os dados transformam opiniões em certezas e mostram-lhe o caminho exato para aumentar as suas vendas ou a captação de leads.
Depois de ter os dados a chegar, pode começar a otimizar de forma inteligente. É aqui que entram os testes A/B.
Testes A/B: a chave para o crescimento gradual
A ideia por trás dos testes A/B é muito simples: criar duas versões da sua página, mudar um único elemento e ver qual delas gera mais conversões. Em vez de adivinhar o que funciona melhor, deixa que o seu público lhe diga através das suas ações.
Pode testar quase tudo, mas para começar, foque-se nos elementos de maior impacto:
- O Título (Headline): Teste uma abordagem focada no benefício contra uma que desperta curiosidade.
- A Call to Action (CTA): Mude o texto do botão (por exemplo, "Comprar Agora" vs. "Quero o Meu Acesso") ou a sua cor para algo que se destaque mais.
- A Oferta: Experimente apresentar a mesma oferta com um bónus diferente ou com um ângulo novo.
Comece com uma alteração de cada vez para saber exatamente o que influenciou o resultado. Pequenas vitórias acumuladas podem levar a um aumento brutal na sua taxa de conversão ao longo do tempo. Para isto resultar, é fundamental que defina e acompanhe as métricas certas no processo. Se precisar de ajuda, pode aprofundar o que são KPIs e como defini-los para o seu negócio.
Perceber o comportamento com mapas de calor
Para além dos números, é crucial perceber porque é que os visitantes se comportam de uma certa maneira. É aqui que os mapas de calor (heatmaps) se tornam numa arma secreta.
Ferramentas como o Hotjar ou o Clarity da Microsoft mostram-lhe visualmente onde as pessoas mais clicam, até onde fazem scroll na página e que partes ignoram por completo. Ao analisar estes mapas, consegue identificar pontos de fricção que podem estar a matar as suas conversões.
Se notar que ninguém está a clicar num botão importante, talvez ele não esteja visível o suficiente. Se as pessoas desistem de ler a meio, talvez a sua copy não seja suficientemente cativante.
Transforme a sua landing page numa ferramenta de aprendizagem. Cada campanha é uma oportunidade para recolher dados, testar hipóteses e melhorar um pouco mais. É este ciclo de medir, testar e otimizar que o vai colocar à frente da concorrência.
Ainda tem dúvidas sobre landing pages?
É normal. Quando estamos a montar a nossa primeira (ou décima) landing page, aparecem sempre aquelas perguntas que nos deixam a pensar. Vamos diretos ao assunto e responder às mais comuns que costumo ouvir de outros infoprodutores e especialistas.
Preciso de ser um nerd da programação para criar isto?
Nem pensar. Antigamente, talvez. Hoje em dia, a história é outra.
Ferramentas como o Elementor ou a Leadpages funcionam com um sistema visual de "arrastar e largar" (drag-and-drop). Literalmente, clica nos elementos que quer — um título, um botão, uma imagem — e arrasta-os para o sítio. Não precisa de escrever uma única linha de código. O seu trabalho é pensar na estratégia, na copy e na oferta, não em quebrar a cabeça com a tecnologia.
Isto não é a mesma coisa que a página principal do meu site?
Não, e a diferença é crucial. A página principal do seu site é como um centro comercial: tem várias lojas (links), várias direções (menu de navegação) e o objetivo é que a pessoa explore.
Uma landing page, por outro lado, é uma boutique focada num único produto. Só tem uma porta de entrada e uma de saída (o botão de ação). O objetivo é 100% focado numa única coisa, seja vender um curso ou captar um email. Eliminamos todas as distrações, como menus e links irrelevantes, para que o visitante só tenha um caminho a seguir: aquele que leva à conversão.
Pense assim: o seu site é um folheto geral da sua empresa. A landing page é o vendedor especialista que apresenta uma proposta irrecusável.
Ok, mas quanto tempo até começar a ver vendas ou leads?
Pode ser quase imediato. A partir do momento em que começa a enviar tráfego qualificado para a página — seja de anúncios, de um post nas redes sociais ou da sua lista de emails — as conversões podem começar a acontecer em horas.
Claro que isto depende de dois fatores chave: a qualidade do tráfego (está a atrair as pessoas certas?) e a clareza da sua oferta na página. A otimização contínua é o que vai refinar e aumentar esses resultados com o tempo, mas a primeira venda ou o primeiro lead podem estar a apenas algumas horas de distância.
Se vende o seu conhecimento e quer um parceiro que construa consigo sistemas de vendas que funcionam de forma previsível, a Outlier Agency pode ajudar. Nós tratamos de criar e otimizar as suas landing pages para que se possa focar naquilo que faz melhor. Fale connosco e vamos ver como podemos fazer crescer os seus resultados.